Guerra Civil: Uma Visão sobre o Jornalismo em Tempos de Guerra

Lee e Joel, são os protagonistas de Guerra Civil

Dirigido por Alex Garland, “Guerra Civil” é um filme de ação, drama e suspense ambientado em um futuro distante nos Estados Unidos. Os protagonistas, Lee (interpretada por Kristen Dunst) e Joel (interpretado por Wagner Moura), são jornalistas que documentam uma realidade marcada pela violência e guerra, que estão dilacerando a nação.

Jessie (Caille Spaeny) e Sammy (Stephen Henderson) também se juntam nessa jornada, registrando todos os acontecimentos da guerra. No entanto, quando também se tornam alvos, documentar e sobreviver nessa guerra civil não será tarefa simples.

Embora a história explique os conflitos da guerra, algumas cenas carecem de emoção. O destaque dado ao jornalismo não transmite sensibilidade em certos momentos. Apesar de retratar a realidade e a tensão, a guerra se sobrepõe à dor dos próprios jornalistas.

Um exemplo disso é a personagem de Kristen Dunst, que mesmo tendo um papel relevante, é mal aproveitada no final do filme. Além disso, a falta de respeito e clareza da personagem Jessie (Caille Spaeny), ao agir de forma egoísta para obter uma história exclusiva, sem considerar seus amigos e até mesmo a própria Lee (interpretada por Kristen Dunst), mostra uma falta de respeito com o espectador.

Uma curiosidade interessante é o final do filme, onde o personagem interpretado por Wagner Moura apresenta semelhanças marcantes com outro papel do ator em “Tropa de Elite”. Em uma cena específica, é como se o espectador já tivesse presenciado aquela situação antes, o que provoca uma reflexão sobre essa conexão entre os personagens.

Os efeitos especiais do filme são impressionantes. Mesmo assistindo em uma sala de cinema comum, é possível se sentir imerso naquela situação como se fosse real. Isso é um ponto importante para a equipe responsável pelo filme.

Para os fãs de filmes de guerra, algumas cenas do filme podem ser perturbadoras, especialmente devido à falta de respostas em certos aspectos, como o motivo pelo qual os rebeldes têm como alvo o presidente, desencadeando todo o conflito. Embora o filme apresente jornalistas, a verdadeira essência do jornalismo parece estar ausente, deixando muito a desejar.

Outro ponto negativo é a falta de emoção e respeito pela profissão do jornalismo por parte da personagem de Caille Spaeny. Apesar de demonstrar carinho pela equipe de jornalistas no início do filme, no desfecho parece que conseguir um furo de notícias se torna mais importante do que a vida de Lee, que seria sua “inspiração”, que no final morre para salvar a jovem.

Ao elenco também se juntam Jesse Plemons, Nick Offerman, Sonoya Mizuno, Jefferson Mays e outros, que entregam ótimas atuações, tornando o filme mais versátil e adicionando novas camadas às cenas também.

O filme está em cartaz nos cinemas e  teve um orçamento de 50 milhões de dólares. O roteiro foi escrito por Alex Garland, enquanto a produção ficou a cargo de Gregory Goodman, Allon Reich e Andrew Macdonald.

No contexto geral, o filme apresenta pontos positivos, como fotografia, edição e efeitos especiais. No entanto, se houvesse uma introdução mais elaborada e uma explicação mais aprofundada da história, o filme poderia ser considerado perfeito. Apesar disso, essas lacunas não prejudicam significativamente o longa, que certamente deve ser indicado ao Oscar de 2025.

Então não perca tempo, vale muito a pena assistir e entender mais sobre o jornalismo, além de fazer críticas e entender mais sobre o assunto.

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