
Dirigido por Izuru Narushima, “Família” apresenta uma narrativa confusa, carecendo de profundidade e de empatia com os personagens.
A trama gira em torno de Manabu, que deseja retornar ao Japão para trabalhar como ceramista ao lado de seu pai. Seji Kamiya não acha que esse é o caminho certo para o filho e sua esposa que sonham em formar uma família e serem felizes no país.
Paralelamente, Marcos, um jovem brasileiro que vive no conjunto habitacional Ho-Oka, sofre um acidente enquanto foge de uma gangue e é ajudado por ele. A partir desse ponto, novos desafios surgem, e superar o preconceito e as dificuldades de ser imigrante se mostra uma tarefa difícil.

Apesar de abordar temas importantes como família, imigração e as consequências sociais e políticas que afetam os personagens, o filme falha em transmitir a verdadeira importância desses laços, deixando o longa a desejar.
Um ponto positivo é a inclusão da comunidade brasileira, que desempenha um papel importante na história. No entanto, esses aspectos poderiam ter sido mais explorados, enfatizando sua relevância dentro dessa nova dinâmica familiar.
Mesmo contando com um elenco versátil e dinâmico, o filme carece de diálogos e de uma história coesa, o que decepciona o público que esperava uma narrativa mais envolvente e interessante.
“Família” estreia dia 15 de agosto e, embora mostre as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes, deixa a sensação de que discutir a importância da família ainda é um tabu em nossa sociedade.