
Dirigido por Felipe Carmona e distribuído pela Retrato Filmes, “Prisão nos Andes” chega aos cinemas dia 19 de setembro, refletindo os horrores da ditadura no Chile, e explorando diversas perspectivas e experiências que moldaram esse período.
A trama gira em torno da polêmica prisão de Punta Peuco, construída para abrigar ex-militares condenados por crimes cometidos durante a ditadura chilena. A tensão aumenta quando Manuel Contreras, ex-chefe do serviço de inteligência de Pinochet, concede uma entrevista à imprensa, provocando grande agitação entre os cidadãos locais.
A narrativa se intensifica quando os prisioneiros perdem seus privilégios, revelando a dificuldade de negociar com o governo e explorando as consequências dos crimes da ditadura.
O golpe militar no Chile ocorreu há 51 anos, em 11 de setembro de 1973. O longa explora esse evento com seriedade e ética, oferecendo uma análise profunda sobre o efeito da ditadura.

O filme foi amplamente premiado em festivais internacionais, incluindo Londres, São Paulo e Chicago, destacando sua importância no cenário cinematográfico global.
No entanto, um ponto negativo é a falta de desenvolvimento dos personagens, o que enfraquece a narrativa central. Se essa construção fosse mais explorada, a obra poderia ser mais relevante e fiel à realidade.
A fotografia do filme é impecável, permitindo ao espectador uma imersão total na história e na forma como ela é representada. Esse cuidado é um dos grandes acertos da trama.
Baseado em uma história real, o filme faz você refletir e valorizar a liberdade de expressão e os direitos assegurados pela constituição brasileira.