Robô Selvagem: Como a Natureza e a Tecnologia Convivem na Aventura de Roz

O longa emociona o público, abordando temas relevantes e atuais. (Fotos: DreamWorks Animations)

Sob a direção de Chris Sanders, Robô Selvagem estreou na última quinta-feira (10) nos cinemas. O filme traz uma abordagem intrigante, explorando como a empatia e a comunicação podem moldar a convivência em um mundo onde seres humanos, animais e máquinas estão em constante evolução.

Na trama, após um naufrágio, o robô Roz, o último de sua linha, se encontra em uma ilha desabitada. Sozinho, ele precisa aprender a sobreviver em um ambiente hostil. Ao interagir com os animais da floresta, começa a entender os modos de sobrevivência da natureza. Sua missão muda quando encontra um filhote de ganso abandonado e decide cuidar dele, criando um laço que o aproxima da vida selvagem e dos habitantes da ilha.

O filme se destaca ao combinar humor e emoção, especialmente nas interações entre Roz e os animais. À medida que a história avança, o robô evolui física e emocionalmente, aprendendo sobre empatia, amizade e os desafios da convivência. A animação vai além do simples entretenimento, pois, ao retratar Roz em um papel maternal, ela explora os limites das conexões entre máquinas e seres vivos. Esses detalhes levam o espectador a pensar sobre como interagimos com os outros e como essas relações podem nos ajudar a superar obstáculos.


Um ponto positivo é como a narrativa do filme é imersiva, abordando temas relevantes como a adaptação e a convivência. Inspirado no livro de Peter Brown, Sanders cria cenas emocionantes com uma sensibilidade que evita o sentimentalismo exagerado. As interações entre Roz e Bico-Vivo são bem trabalhadas para comover e cativar o público.

A qualidade técnica também impressiona. A equipe de produção se inspirou em recursos utilizados em O Gato de Botas 2: O Último Pedido (também da DreamWorks), criando cenas visuais ricas que aprofundam a conexão com o espectador.

A versão dublada se destaca. Elina de Souza transmite bem as mudanças de humor de Roz, especialmente nas cenas mais dramáticas. Já Rodrigo Lombardi, conhecido por dublar o personagem Nick em Zootopia, dá um tom leve e engraçado a raposa Astuto, com uma atuação marcante e divertida. Gabriel Leone também brilha como Bico-Vivo, mostrando o carinho do personagem pela vida selvagem.


A trilha sonora complementa perfeitamente os personagens, e a música “Birds of a Feather” de Billie Eilish toca profundamente o público, intensificando a imersão na narrativa.

O único ponto negativo é a falta de desenvolvimento das histórias de Roz e Bico-Vivo. Explorar como eles chegaram à selva poderia ter trazido mais profundidade ao filme, tornando-o ainda mais coeso.

No geral, Robô Selvagem é uma mistura encantadora de comédia, e emoção. A jornada de Roz oferece uma bela lição sobre adaptação e empatia, enquanto provoca uma reflexão sobre o papel das máquinas e dos seres vivos em um mundo em constante mudança.

Deixe um comentário