
“Todo Tempo que Temos” (We Live in Time), dirigido por John Crowley, chega aos cinemas nesta quinta-feira (31). Embora tenha a ambição de se tornar um clássico do drama, o filme falha ao não explorar a narrativa do casal protagonista de forma profunda.
O longa tenta contar uma história de amor, mas tropeça em situações previsíveis, decepcionando aqueles que buscam uma paixão envolvente.
Almut (Florence Pugh) e Tobias (Andrew Garfield) se encontram inesperadamente, e essa conexão os leva a um caminho desafiador, onde aprendem a valorizar momentos únicos em uma trama nada convencional sobre o amor.
As diferenças entre eles revelam que a imperfeição é parte essencial da construção de uma relação. Mesmo assim, é possível erguer um futuro juntos, superando erros e buscando a felicidade.

Apesar da originalidade, falta emoção à obra. Não se trata apenas de contar uma história, mas de mostrar como ela realmente existe na prática. A busca por realização, em alguns momentos, parece vaga, diminuindo a força do filme e impedindo-o de brilhar no gênero dramático.
A inclusão de flashbacks do passado não enriquece a narrativa; em certos momentos, a confusão sobre o tempo presente é evidente.
É fundamental destacar a dramatização do filme; o espectador já antecipa como a trama se desenrolará, tornando o enredo menos envolvente e frágil em algumas situações.
Ancorado por boas atuações, o longa pode não ser lembrado, pois não explora novidades. Contudo, entrega o esperado, fazendo o público se importar com a construção da história.

Uma curiosidade sobre os protagonistas: ambos brilharam na Marvel, com Pugh como Yelena Belova e Garfield como Peter Parker, o Homem-Aranha.
“Todo Tempo que Temos” merece ser conferido nos cinemas. Apesar de seus erros, o filme oferece uma história de amor genuína, ressaltando a importância das dificuldades na construção de um relacionamento.