Ainda Estou Aqui: A Luta pela Liberdade e Justiça

Longa de Walter Salles entra em cartaz nos cinemas de todo Brasil, prometendo cativar o espectador.
(Fotos: Alile Dara Onawale/Divulgação)



Dirigido por Walter Salles, “Ainda Estou Aqui” estreou na última quinta feira dia (7), com distribuição da Sony Pictures e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello.

Ambientado no início dos anos 1970, o filme retrata um Brasil caracterizado pelo endurecimento da ditadura militar. No Rio de Janeiro, a família Paiva, composta por Rubens, Eunice e seus cinco filhos, vive em uma casa à beira-mar, sempre acolhendo amigos e promovendo encontros. No entanto, tudo muda quando Rubens é sequestrado por militares à paisana e desaparece.

A cada cena, diálogo e fotografia, o filme se revela uma obra de arte, capturando a realidade vivida por Eunice e o sofrimento de sua família. O espectador é imerso na dor e nas tensões de um período turbulento.


Adaptado do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, “Ainda Estou Aqui” aborda temas profundos como relações familiares, amizade e os efeitos da repressão militar que dominava o país. A produção destaca a importância da memória e da luta por justiça.

Selton Mello desempenha um papel central, com sua atuação conectando o público à trama e aos dilemas da família Paiva. Fernanda Torres, por sua vez, dá vida a Eunice com grande sensibilidade, transmitindo sua força e vulnerabilidade enquanto luta pela família e pelo marido desaparecido.

Baseado em uma história real, o filme também retrata Eunice na fase mais avançada de sua vida, interpretada por Fernanda Montenegro. Eunice, que faleceu em 2018 aos 86 anos devido ao Alzheimer, é mostrada com empatia, refletindo sua dor e resiliência.

A trilha sonora, composta por músicas que capturam a época, torna-se um elo essencial para a narrativa, tocando o espectador e ressaltando a relevância da música popular brasileira do país.


Eunice é uma mulher determinada, e que luta pela família em um período em que as mulheres tinham pouca voz. Sua trajetória reflete a realidade de um Brasil onde poucos tinham coragem de enfrentar o autoritarismo.

O filme transmite uma mensagem poderosa: a luta por justiça nunca deve parar. Compreender a história do Brasil e se conectar com suas dores é essencial para moldar o presente e o futuro da nação.

“Ainda Estou Aqui”, que teve sua estreia no Festival de Veneza, é uma produção brasileira que promete brilhar na disputa por uma vaga no Oscar de 2025. Além de ser uma obra relevante para o cinema, o filme nos faz refletir sobre a importância de defender nosso livre-arbítrio e nossa liberdade de expressão no século XXI.

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