
Dirigido por Sérgio Machado e Alois de Léo, “A Arca de Noé” estreou na última quinta-feira (7), com distribuição da Globo Filmes, Videofilmes e Gullane. A animação tenta trazer um enredo envolvente, mas acaba pecando por não desenvolver os personagens e por não contar a verdadeira história da arca.
No filme, Tom (Marcelo Adnet), é um guitarrista talentoso e pragmático, e Vini, (Rodrigo Santoro) um poeta romântico e sonhador, juntos formam uma dupla divertida e caótica de ratos. Com o dilúvio se aproximando, apenas um macho e uma fêmea de cada espécie podem entrar na Arca de Noé. Tom consegue embarcar, mas Vini fica de fora, contando com a ajuda de uma barata esperta e um pouco de sorte pra embarcar nessa aventura.
A química entre os protagonistas é um dos pontos altos do filme. Eles demonstram o poder da amizade e a importância de estarem unidos, mesmo diante do dilúvio iminente.

O longa é inspirado em poemas escritos por Vinícius de Moraes e Tom Jobim, que mostram a força da música popular brasileira dentro da animação, o que adiciona uma camada única à obra.
Rodrigo Santoro e Marcelo Adnet dão vida aos protagonistas, trazendo carisma à dupla de ratinhos cantores. Além disso, o elenco conta com nomes de peso, como Adriana Calcanhotto, Seu Jorge, Alice Braga, Lázaro Ramos, Gregório Duvivier, Bruno Gagliasso, Giovanna Ewbank, Eduardo Sterblitch, Marcelo Serrado, Débora Nascimento e Babu Santana, que contribuem para a dublagem do filme.
No entanto, a narrativa é falha, carecendo de emoção e um enredo envolvente. Mesmo com metáforas e a tentativa de abordar temas como aceitação, o longa se perde na história, um erro que prejudica a temática central do filme.
A obra peca também, ao abordar assuntos que não fazem parte da história original, como a menção ao aplicativo “TikTok” e as referências à comunidade “LGBTQIAP+”, que parecem distantes da narrativa central.
“A Arca de Noé” é uma produção brasileira que passa longe de ser uma das melhores do ano. Ela falha em vários pontos e não entrega uma história cativante, deixando a desejar em vários aspectos.