“O Conde de Monte Cristo”: Uma história  Bela, mas com Falhas no Enredo.

Pierre Niney interpreta o Conde de Monte Cristo, na nova adaptação para o cinema


Imagine ser vítima de uma conspiração e ser preso no dia do próprio casamento. Essa é a realidade de Edmond Dantés, que, após quatorze anos encarcerado, retorna em busca de justiça no filme “O Conde de Monte Cristo”, que estreia nos cinemas brasileiros em 5 de dezembro, com direção de Alexandre de La Patellière e Matthieu Delaporte.

Baseado na obra de Alexandre Dumas, o mesmo autor de “Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan”, o longa é produzido por Dimitri Rassam e Pathé, e estrelado por Pierre Niney como o icônico Conde de Monte Cristo.

Na trama, Edmond Dantés (Pierre Niney) é um jovem marinheiro falsamente acusado de traição e aprisionado no sombrio Château d’If, uma prisão localizada na ilha de Marselha. Após anos de sofrimento, ele consegue escapar, assume uma nova identidade e parte em busca da liberdade perdida.


Esta nova adaptação mistura gêneros como aventura, thriller e uma história de amor. A jornada do “super-herói francês”, que demonstra força ao assumir uma nova identidade, é apresentada com intensidade. Contudo, o filme também reflete sobre como nossas ações não justificam os meios.

Apesar de manter a essência da história original, a narrativa peca pela pressa. Tantos sentimentos são tratados de forma superficial, o que enfraquece a dor de Edmond e acelera sua transição para os momentos de glória.

A rivalidade entre Fernand e Dantés é outro ponto subaproveitado. No filme de 2002, dirigido por Kevin Reynolds, essa relação ganha mais profundidade. Nesta versão, o antagonista tem pouca relevância.

A história de amor entre Edmond (Pierre Niney) e Mercedes (Anaïs Demoustier) também é breve. A personagem aparece pouco, e sua relação com o Conde não tem espaço suficiente para ser desenvolvida, mostrando que nem o amor é capaz de salvar a conexão entre eles.


Por outro lado, o elenco traz versatilidade e força a obra. Além de Pierre Niney e Anaïs Demoustier, nomes como Anamaria Vartolomei, Vassili Schneider, Laurent Lafitte, Julien de Saint Jean e Julie de Bona enriquecem a produção.

Embora não explore todo o potencial da narrativa, “O Conde de Monte Cristo” apresenta uma obra marcante e repleta de reviravoltas. Destaque para a fotografia e trilha sonora, que intensifica cada cena e emociona o público com sua roupagem.

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