
Empresária bem-sucedida e CEO de uma grande empresa, Romy (Nicole Kidman) vê sua vida virar de cabeça para baixo ao conhecer um novo estagiário (Harris Dickinson), que desperta nela um desejo inexplicável.
Esse é o ponto de partida de “Baby Girl”, dirigido por Halina Reijn. O longa cativa ao explorar os sentidos para envolver o espectador. Além de uma trama bem construída, o filme utiliza o lado sensorial para levantar uma questão profunda: até onde somos capazes de ir por conta dos nossos desejos?
Juntando drama e suspense, a trama provoca discussões sobre ambição, poder e os limites das relações humanas. A história leva o espectador a refletir sobre o lado feminino, destacando como a falta de comunicação afeta as relações pessoais, criando uma dinâmica de silêncio e distanciamento emocional.
Um dos aspectos mais marcantes é como a história reflete questões atuais. A personagem de Nicole, além de enfrentar um casamento sem amor, vive aprisionada em seus próprios pensamentos. O filme evidencia a fragilidade humana e reforça uma mensagem essencial: nunca é tarde para pedir ajuda.

Antonio Banderas interpreta Jacob, o marido de Rony. Seu personagem representa como o machismo e a falta de comunicação ainda permeiam os relacionamentos contemporâneos. Jacob é autoritário e distante, contribuindo para a infelicidade de Romy, que se sente presa em uma união sem amor e diálogo.
Estreado no Festival de Veneza, a obra mergulha nas dinâmicas de poder, desejo e consentimento, apresentando uma perspectiva feminina como protagonista de um enredo envolvente. Halina, diretora do longa, também esteve à frente do aclamado “Bodies, Bodies, Bodies”, uma obra que dialoga diretamente com a geração mais jovem, explorando como esses aspectos podem transformar a maneira de compreender as relações pessoais.
Em entrevista à Vanity Fair, Nicole Kidman comentou sobre a experiência de trabalhar no filme: “Há algo dentro de mim que diz: ‘Ok, este filme foi feito para as telonas e para ser visto em grupo’. Não sei se tenho tanta coragem.”

Com uma abordagem sensível e instigante, “Baby Girl” não é apenas um drama psicológico, mas um convite para repensar o papel dos desejos e das escolhas em nossas vidas. O filme estreia dia (9) de janeiro nos cinemas de todo o Brasil.