
Após 25 anos, João Grilo ( Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Melo), os célebres malandros do riso, estão de volta, em “O Auto da Compadecida 2”. Vivendo novas aventuras, a dupla tem que mostrar novamente ao povo o milagre de Nossa Senhora. O filme mantém a essência que marcou o sucesso original e nos leva a uma Taperoá diferente, cheia de confusão e alegria.
Na trama, Chicó vive uma vida monótona, sem grandes motivações, até descobrir que seu melhor amigo está vivo. Juntos, eles se envolvem em uma série de acontecimentos na cidade, enquanto um busca a posição de prefeito, o outro se vê dividido entre o amor do passado e uma nova paixão.
Mesmo não havendo uma sequência da obra literária de Ariano Suassuna, o longa mostra a importância da amizade de João Grilo e Chicó, e como, apesar do tempo, a trama continua relevante e única.
O longa resgata o espírito de simplicidade e fé que marcou o primeiro filme, homenageando a cultura nordestina e os direitos humanos . Mais do que um retorno, é a celebração que transcende gerações até hoje.
Um dos pontos altos do filme é a trilha sonora, composta por João Falcão e Ricco Viana. A música “Fiadeira”, interpretada por Maria Bethânia, se destaca, além das canções “Canção da América”, de Milton Nascimento, e “Como Vai Você”, de Roberto Carlos, que também fazem parte do enredo, trazendo um toque especial à narrativa.

Além disso, a obra conta com um elenco estelar, como Matheus Nachtergaele, Selton Mello, Taís Araújo, Luiz Miranda, Eduardo Sterblitch, Fabiula Nascimento e Humberto Martins, que contribuem para o sucesso dessa produção.
Uma curiosidade é que, no segundo filme da sequência, quem interpreta Nossa Senhora é Taís Araújo, que substitui Fernanda Montenegro, que não topou voltar devido a questões de agenda.
Dirigido por Guel Arraes e Flávia Lacerda, o filme consegue divertir e emocionar o público ao mesmo tempo, mostrando a importância dos laços, e como as confusões criadas pelos protagonistas, tornam a história ainda mais dinâmica.
Com uma bela direção e um enredo envolvente, o filme oferece momentos de humor e reflexão, abordando questões sociais de forma leve. A fotografia exibe o Nordeste com riqueza de detalhes, mantendo a essência que encantou o público, ao mesmo tempo em que traz inovação à trama.
“O Auto da Compadecida 2” não é apenas uma sequência, mas uma obra que se destaca por sua originalidade, enriquecida por novas camadas e nuances que encantam gerações.