
Linda, sexy e poderosa, Ani (Mike Madison) é uma jovem trabalhadora do Brooklyn. Com seu olhar sedutor, ela encanta por onde passa. No entanto, seu mundo vira de cabeça para baixo quando o amor por Ivan (Mark Eidelstein), filho de um oligarca russo, a envolve em uma trama de romance e conflitos familiares. Esse é o ponto de partida de “Anora”, dirigido por Sean S. Baker, que estreia na próxima quinta feira (23), explorando até que ponto o preconceito pode atrapalhar uma relação.
Na trama, a jovem casa impulsivamente, acreditando estar vivendo um conto de fadas. No entanto, seu sonho é ameaçado quando a família dele decide anular o casamento.
A narrativa do filme é envolvente, mostrando como a ilusão da protagonista impulsiona a acreditar nesse amor. É uma situação que reflete a sociedade atual, em que muitas mulheres são taxadas pelo que podem oferecer, e não por quem são de verdade.
Com o elenco estelar, o filme conta com Mikey Madison (Anora), Mark Eidelstein (Ivan), Yuriy Borisov (Igor), Karren Karagulian (Torós), Vache Tovmasyan (Garnick), entre outros talentos que contribuem para a narrativa da história.

O longa foi vencedor da Palma de Ouro e liderou as indicações do Gotham Awards, premiação que reconhece os melhores filmes, cineastas e atores do cinema independente.
A trilha sonora é uma fusão envolvente de músicas eletrônicas, dance e hip-hop, que complementam a atmosfera urbana do filme. Entre os destaques estão “Greatest Day” do Take That, que abre o filme, “Dreaming” do Blondie e “All the Things She Said” do t.A.T.u., cada uma escolhida para refletir momentos-chave da personagem.
Um ponto negativo é a falta de explorar melhor a vida da protagonista. Anora passa boa parte da trama buscando respostas, mas acaba não encontrando o que realmente importa: o amor-próprio.

A cada momento, o público mergulha na história da garota, sendo confrontado com a dura realidade vivida. O filme escancara como a falta de respeito e dignidade impede as “Anoras” da vida real de alcançarem a felicidade.
“Anora” é uma obra que mistura romance, drama e crítica social, convidando o público a refletir sobre questões de desigualdade e preconceito. Um filme emocionante, que merece ser conferido nos cinemas.