
“As Cores e Amores de Lore” já está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil, explorando a vida da única discípula de Volpi, além de revelar seu lado artístico e humano.
O documentário retrata a trajetória de Eleonore Koch (1926 – 2018) pelos olhos de Jorge Bodanzky, que, além de admirador, encontra inspiração na artista, abordando temas como sexualidade, feminismo e amadurecimento.
Um dos destaques do filme é como o tempo mantém viva a obra de Lore. Judia, aos 10 anos, ela fugiu dos horrores da Segunda Guerra Mundial, encontrando abrigo e afeto no Brasil.
A relação entre Bodanzky e Koch ganha ainda mais profundidade ao revelar que a mãe do diretor era amiga da pintora. Cada relato traz a sensibilidade de um filho, de uma mãe e de uma amiga, convidando o espectador a refletir sobre o papel transformador da arte.

O filme está em exibição em diversas cidades brasileiras, como Belo Horizonte, Niterói, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.
Eleonore Koch, nascida em Berlim em 1926, migrou para o Brasil em 1936, fugindo do nazismo. Tornou-se a única discípula de Alfredo Volpi e desenvolveu uma abordagem singular da arte figurativa, desafiando as tendências da abstração geométrica da época.
Bodanzky, conhecido por filmes como “Iracema”– “Uma Transa Amazônica” e “Jari”, traz mais uma vez seu olhar sensível, conduzindo o público a uma jornada intimista e tocante sobre a vida e a obra de Lore.
Vale a pena conferir “As Cores e Amores de Lore” nos cinemas. O documentário inspira ao mostrar que a arte, assim como os sonhos, pode ultrapassar fronteiras e resistir ao tempo, deixando um legado que ecoa através das gerações.