
Adrien Brody, o protagonista de “O Brutalista”, dá vida a Lazslo Tóth, um arquiteto visionário em busca de recomeço nos Estados Unidos.
Visionário e determinado, Lazslo Tóth (Adrien Brody) deixa a Europa pós-Segunda Guerra Mundial em busca de recomeçar sua vida nos Estados Unidos, enfrentando inúmeros desafios em sua trajetória pessoal e profissional. Esse é o ponto de partida de “O Brutalista”, filme que estreia nesta sexta-feira (20) e oferece um olhar profundo sobre o poder autoritário na vida de um artista.
Com um elenco de peso, o filme conta com Adrien Brody, (Laszlo Tóth), Felicity Jones (Erzsébet Tóth), Raffey Cassidy (Zsófia), Emma Laird (Audrey), entre outros, que adicionam uma carga dramática à narrativa, explorando as complexidades da vida do arquiteto.
A trama gira em torno de Lazslo (Adrien Brody), um arquiteto visionário que, ao chegar aos EUA, se depara com novos desafios enquanto tenta reconstruir sua vida e carreira. Em solo americano, ele encontra apoio em sua esposa, Erzsébet Tóth (Felicity Jones) e, em meio a um novo cenário, busca refazer sua trajetória.
A obra impressiona com sua fotografia envolvente e locações deslumbrantes, capturando a essência da época e a paisagem única da Pensilvânia. As cenas imersivas transportam o público para um ambiente desafiador, marcado pela tensão de uma vida que está sendo reconstruída.

Um dos pontos altos do filme é o olhar multifacetado sobre o personagem, que vai além da construção arquitetônica e adentra nos aspectos emocionais de sua vida, imprimindo uma atenção que permeia sua história.
A trilha sonora, composta por Daniel Bloomberg, também responsável pela direção musical, complementa de forma brilhante a narrativa. A Sony Sound Ercs divulgou as três partes completas da trilha sonora, lançada oficialmente em 3 de dezembro de 2024.
Com uma trama que mistura tensão emocional e desafios profissionais, “O Brutalista” já está chamando a atenção de críticos e do público. É uma obra que promete deixar sua marca.
Com 3 horas e 34 minutos de duração, é o quinto filme mais longo da história do cinema, perdendo apenas para “10 Andamentos de 56”, “Lauras da Arábia”, “O Vento Levou” e “Cleópatra”.

Filmado em locais históricos da Pensilvânia, a trama explora a beleza crua da região, dando um tom ainda mais dramático à narrativa. As cenas imersivas transportam o público para a década de 1940 de uma forma única.
Um ponto a desejar é que, na segunda parte do filme, o enredo se torna um pouco confuso. Diferente da primeira parte, ele deixa uma pulga atrás da orelha em algumas cenas, que acabam não tendo uma resposta concreta para o público.
Vale a pena conferir “O Brutalista” nos cinemas. Além de contar a história de um dos maiores arquitetos do mundo, o filme explora como a fama pode influenciar as decisões humanas, trazendo uma reflexão importante sobre a vida inerente a arte.