“Parthenope: Os Amores de Nápoles” – Uma Odisseia Cinematográfica

PAOLO SORRENTINO ASSINA UM FRESCO ROMÂNTICO ENTRE NÁPOLES E CAPRI

Dirigido por Paolo Sorrentino e distribuído pela Paris Filmes, “Parthenope: Os Amores de Nápoles” estreia na próxima quinta-feira, dia (20), nos cinemas. O longa explora a feminilidade, desafiando os sentidos e celebrando o poder da liberdade em uma história repleta de paixão e drama.

No vibrante cenário de Nápoles, acompanhamos a história indomável de Parthenope (Celeste Dalla Porta), uma força da natureza, desde o pós-guerra até os dias atuais. Este conto narra sua busca incansável por liberdade, seu amor visceral por uma cidade de mil rostos e as inúmeras formas do amor – algumas edificantes, outras destrutivas, muitas mantidas em segredo.

Com um elenco estelar, o filme conta com Celeste Dalla Porta (Parthenope), Stefania Sandrelli (Parthenope adulta), Gary Oldman (John Cheever), Silvio Orlando (Devoto Marotta), Luisa Ranieri (Greta Cool), Peppe Lanzetta (Bispo) e Isabella Ferrari (Flora Malva), enriquecendo a narrativa com profundidade e riqueza.

Selecionado para competir pela Palma de Ouro no 77º Festival de Cannes, “Parthenope” teve sua estreia mundial em 21 de maio de 2024, recebendo uma ovação de nove minutos e meio ao final de sua exibição.

Um dos pontos altos do filme é a discussão sobre a Igreja Católica Italiana, que envolve um cardeal. A protagonista, Parthenope, acompanha o milagre da liquefação do sangue de São Genaro, apresentando uma representação considerada sacrílega e desrespeitosa.

A trilha sonora foi composta por Lele Marchitelli, renomado músico italiano conhecido por seu trabalho em filmes como “A Grande Beleza” e “Loro”. Marchitelli colaborou anteriormente com o diretor Paolo Sorrentino em produções como “The Young Pope” e “The Hand of God”.

A cinematografia do filme foi assinada por Daria D’Antonio, nascida e criada em Nápoles. Ela começou a trabalhar nos sets desde jovem, estreando como operadora de câmera para o diretor de fotografia Luca Bigazzi.

O filme explora a relação entre beleza e infelicidade, apresentando a vida de Parthenope desde 1969 até 2023. A história aborda temas relacionados a identidade, figuras literárias como o escritor John Cheever, interpretado por Gary Oldman, e também a relação de encanto com o ser humano.

No entanto, o filme apresenta momentos de confusão narrativa. A história inicia explorando a vida de Parthenope e sua relação com a família, mas ao longo do enredo, ela busca apenas poder, vivendo em monotonia, sem alcançar plenamente a felicidade.

Vale a pena assistir “Parthenope: Os Amores de Nápoles” nos cinemas. O filme não só conta a história da cidade, mas também mostra como os padrões de beleza impostos pela sociedade podem ser opressores. Ao quebrar tabus, a produção escancara verdades sobre o autoritarismo e sua posição eminente no século XX.

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