
Dirigido por Adrian Molina, Domee Shi e Madeline Sharafian, “Elio” já pode ser conferido nos cinemas de todo o Brasil. A animação apresenta a história de um garoto criativo e inteligente, apaixonado por galáxias e sonhador quando o assunto é vida fora da Terra.
O protagonista, um menino oprimido, mas dono de uma imaginação ativa, acaba sendo transportado, sem querer, para o Communiverse, uma organização interplanetária formada por representantes de galáxias distantes. Por engano, ele é identificado como o embaixador da Terra diante do universo — um papel para o qual não está nem um pouco preparado. Agora, precisa criar laços com criaturas alienígenas excêntricas, superar provações desafiadoras e, acima de tudo, descobrir sua própria identidade.
Com um custo de produção e marketing estimado em impressionantes US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão), o longa arrecadou apenas US$ 21 milhões (aproximadamente R$ 115 milhões) nos Estados Unidos e Canadá em seu primeiro final de semana, entre quinta-feira à noite e domingo.

A produção marca o terceiro mergulho da Pixar no gênero ficção científica, seguindo os passos de “WALL-E” (2008) e “Lightyear” (2022). O estúdio explora novos caminhos e reafirma sua presença nesse universo cinematográfico.
Adrian Molina assume pela primeira vez a direção principal em um filme da Pixar, após ter sido co-diretor de “Viva: A Vida é uma Festa” (2017), vencedor do Oscar.
Entre as curiosidades do longa, fãs atentos vão notar que a capinha do celular do garoto é um coelho — referência ao personagem do curta da Pixar “Toca” (2020), um clássico easter egg do estúdio.
O elenco de vozes conta com nomes de peso como Yonas Kibreab, que interpreta o protagonista, Zoe Saldaña (Olga Solis), Remy Edgerly (Glordon), Jameela Jamil (Embaixador Questa) e Brad Garrett (Lord Grigon). Juntos, eles dão vida aos personagens e emocionam o público com suas interpretações.

Um detalhe interessante é que inicialmente America Ferrera foi escalada para dublar a mãe do menino. Porém, a personagem foi remodelada e se tornou a tia Olga, agora interpretada por Zoe Saldaña.
Apesar do enredo envolvente, a produção mantém o padrão morno que a Pixar tem apresentado em algumas obras recentes. Falta aprofundar mais a narrativa, trazer algo realmente inédito e mergulhar com mais intensidade no desenvolvimento da trama.
A trilha sonora, assinada por Rob Simonsen, conhecido por seu trabalho em “É Assim que Acaba” e “Deadpool & Wolverine”, embala a animação com faixas como “Are We Alone”, “Activate Supernova” e “The Signal”, reforçando o tom emocional e aventureiro da história.

Um dos pontos mais encantadores do longa é o olhar doce do protagonista. O filme não retrata apenas um sonho infantil, mas fala de afeto, união e da importância de acreditar em si mesmo, tocando o coração do espectador.
Vale a pena conferir “Elio” nos cinemas. A animação vai além dos desejos de uma criança e nos lembra que nunca é tarde para ser feliz e alçar novos voos — mesmo que eles sejam rumo às estrelas.