
Dakota Johnson, Pedro Pascal e Chris Evans são os protagonistas de “Amores Materialistas”, já em cartaz nos cinemas de todo o Brasil. O longa, dirigido por Celine Song, explora as facetas do amor e a busca incessante por ambição e vaidade.
Na história, Lucy (Dakota Johnson) é uma casamenteira de Nova York que se vê dividida entre Harry (Pedro Pascal), um empresário romântico e misterioso, e John (Chris Evans), um ex-namorado que ainda tenta colocar a vida nos trilhos, mas reacende nela uma antiga paixão.
Os três protagonistas já participaram de produções da Marvel. Chris Evans foi o Capitão América, Dakota Johnson interpretou Cassandra Webb em “Madame Teia” e Pedro Pascal viveu Reed Richards no novo Quarteto Fantástico.
O filme deixa o espectador confuso sobre ser um romance ou uma crítica social. A história não transmite uma mensagem clara e, em alguns momentos, foca tanto nesse aspecto que acaba esquecendo o mais importante, que é a química entre os protagonistas.

Dakota Johnson, que foi bem criticada em “Madame Teia,” agora entrega uma boa atuação. Pena que o filme não colabora com a atriz. É como se houvesse um bom elenco, mas simplesmente o enredo não funciona. Faltou mais amor, mais tesão e mais vontade para que realmente o filme acontecesse.
Celine Song, indicada ao Oscar por “Vidas Passadas” (2023), retorna com “Amores Materialistas”, uma proposta bem diferente de seu trabalho anterior. Porém, a trama é morna, não emociona e ainda falha em pontos cruciais, como a ausência do personagem Harry no final.
A campanha de divulgação do filme chegou a promover uma “batalha de amores”, dividindo o público entre os personagens de Chris Evans e Pedro Pascal. A estratégia gerou debates sobre a superficialidade da promoção e o contraste com a proposta mais profunda da trama.

Um ponto positivo é a forma como o filme aborda os perigos de relacionamentos movidos por interesses superficiais. Esse alerta é muito importante, já que o número de casos de violência doméstica no Brasil já ultrapassa 25,4 milhões em todo o país.
Mesmo com alguns erros, vale a pena conferir “Amores Materialistas” no cinema. O longa critica de forma assertiva a ambição e o preconceito presentes no que se chama “amor”, evidenciando temas importantes. Uma pena que não consiga mesclar crítica com romance, o que acaba deixando a desejar para o público.