
Ambientada nos anos 80, “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente” já está disponível no HBO Max, com episódios semanais. A série aborda a epidemia de AIDS, a luta por tratamento nos Estados Unidos e o preconceito arraigado na sociedade da época.
Na história, um grupo de comissários de bordo inicia uma operação solidária, porém arriscada, transportando medicamentos do exterior para pacientes em estado avançado da AIDS no Brasil. Nessas viagens, a equipe constrói uma rede de apoio e fortalece uma comunidade que vai muito além do simples transporte de remédios, como o coquetel AZT.
O Rio de Janeiro retratado na série é um cenário de vibrante vida cultural, mas também de pânico, preconceito e desinformação, quando a AIDS era conhecida como “peste gay”.
Um dos pontos altos do primeiro capítulo é justamente quebrar paradigmas ao abordar um tema tão importante como o HIV, mostrando a realidade das pessoas e alertando a nova geração sobre a importância do sexo seguro.

Com um elenco talentoso, John Massaro, Ícaro Silva, Carla Ribas, Bruna Linzneyer, Andréia Horta, Eli Ferreira, Hermila Guedes, Igor Fernandes, Duda Matte, Kika Sena e Lucas Drummond entregam emoção e profundidade em cada episódio, permitindo que o público sinta a dor dos personagens e compreenda a relevância do tema no Brasil.
O AZT, desenvolvido inicialmente na década de 1960 como tratamento contra o câncer, tornou-se o primeiro medicamento aprovado para o tratamento da AIDS em 1987, após testes comprovarem sua capacidade de inibir a replicação do HIV. O laboratório Burroughs Wellcome financiou os testes clínicos que levaram à aprovação do medicamento.
Ícaro Silva (Garota do Momento) se destaca ao interpretar um personagem sensível e forte, que luta pela vida das pessoas e pelo legado de Pantera (Carla Ribas), que morre em decorrência da doença.

Dirigida por Marcelo Gomes e Carol Minêm, “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente” expõe os preconceitos da década de 80 e reforça a importância da prevenção. Com roteiro bem estruturado e trilha sonora marcante, a série emociona, envolve e alerta sobre um tema ainda tabu no Brasil.
A produção também valoriza a atuação da comunidade LGBTQIA+ na criação de redes de apoio e na resistência ao preconceito, com locais como a boate Paradise se tornando símbolos de acolhimento.

Vale a pena conferir “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”. A série aborda a AIDS com sensibilidade, honra a memória de quem perdeu a vida para a doença e ao preconceito, e mostra que é possível viver com qualidade e saúde mesmo convivendo com HIV.