
O Cine BH nem chegou direito e já deixou saudades. A mostra começou dia 23 de setembro e trouxe uma homenagem emocionante ao ator Carlos Francisco, além da exibição de “O Agente Secreto”, selecionado para representar o Brasil no Oscar.
Foram exibidos mais de 101 filmes em uma programação que destacou a relevância do povo latino na indústria cinematográfica, além de aproximar o público de convidados em debates, rodas de conversa e workshops.
Na sua 19ª edição, o festival reafirmou a força de Minas como território de cinema. Além da imprensa local, diversos portais nacionais estiveram presentes para cobrir o evento, comprovando a importância do projeto.
Carlos Francisco recebeu uma linda homenagem e, em entrevista ao Maravilha de Cinema, demonstrou carinho e felicidade ao ter seu trabalho reconhecido. Vale lembrar que o ator brilhou em produções como “Marte Um”, “Suçuarana” e “Bacurau”, sempre com entrega e intensidade.

O festival também destacou grandes premiados. Na categoria Melhor Presença, o júri escolheu o elenco de “Chicharras”, do México, dirigido por Luna Marán, ressaltando a obra como um retrato de resistência e experimentação criativa.
O Prêmio Abraccine, concedido por críticos de cinema, foi para “Punku”, do Peru, dirigido por Juan Daniel Fernández Molero, descrito como uma “refinada arquitetura do (in)consciente, entre memória, sonho, mito e realidade”. Já o prêmio principal do júri oficial ficou com o alagoano “Filhas do Mangue”, escrito e dirigido por Stella Carneiro e produzido por Rafhael Barbosa.

O Cine BH mostrou mais uma vez que não é apenas um festival, mas um espaço de resistência e renovação do nosso cinema. A homenagem a Carlos Francisco foi um dos pontos altos, reafirmando a importância de valorizar artistas que representam o Brasil com tanta entrega e sensibilidade. Ao mesmo tempo, a premiação de filmes latino-americanos evidencia a potência criativa da região, que segue reinventando formas de contar suas histórias.
Mais do que exibir 101 filmes, o festival se consolidou como território de encontros, debates e descobertas. Em tempos em que o audiovisual enfrenta desafios constantes, o Cine BH prova que Minas é, sim, um dos corações pulsantes do cinema no país.
