
Dirigido por Josh Boone, “Se Não Fosse Você” já está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil. Estrelado por Mason Thames e Mckenna Grace, o longa tenta emocionar com muito romance, mas entrega uma trama morna e sem um enredo envolvente.
A história centra-se em Morgan Grant e sua filha, Clara. Um acidente devastador revela uma traição chocante e, a partir daí, mãe e filha exploram o que restou de suas vidas enquanto confrontam segredos, redefinem o amor e tentam se redescobrir.
O filme é a segunda adaptação cinematográfica de uma obra de Colleen Hoover, depois de “É Assim que Acaba”, e a terceira se contarmos a série “Confess”, de 2017.
A expectativa não se concretiza com a direção de Josh Boone, o mesmo de “A Culpa é das Estrelas”. Mesmo após um clássico atemporal, ele não consegue repetir o sucesso desta vez.

O enredo é previsível e mal desenvolvido, e nem o plot twist da irmã traída salva essa catástrofe cinematográfica, que peca desde a construção do filme.
Para um bom romance, faltou amor, desejo e, principalmente, química. Não adianta escalar um bom elenco quando o roteiro não colabora e ainda apresenta falhas significativas.
Curiosamente, Mckenna Grace e Mason Thames filmaram dois projetos seguidos: trabalharam juntos em “Se Não Fosse Você” e também na cinebiografia da banda Green Day, “New Years Rev”.
O destaque fica para Mason Thames, que dá um show de atuação, interpretando um adolescente apaixonado, e cheio de sonhos. Vale ressaltar que esse é o seu terceiro filme em 2025, seguindo “Como Treinar Seu Dragão” e “O Telefone Preto 2”.

O elenco conta com Allison Williams, Mckenna Grace, Dave Franco, Mason Thames, Scott Eastwood, Willa Fitzgerald, Clancy Brown, Sam Morelos e Ethan Samuel Costanilla, que até tentam emocionar, mas esbarram em uma história fraca.
Sinceramente, não vale a pena assistir “Se Não Fosse Você” nos cinemas. A união de um bom elenco com um texto problemático impede que a adaptação alcance o patamar de um romance digno de maratona.
