“Frankenstein”: Entre o Amor Negado e a Humanidade Revelada

Possíveis indicados ao Oscar

Guillermo del Toro dirige um clássico atemporal que tem a paixão e o afeto como ponto de partida. “Frankenstein” já está disponível no catálogo da Netflix Brasil. O longa explora até onde a ambição humana pode chegar e como a falta de amor é capaz de transformar a vida de um ser humano.

Na trama, um cientista brilhante, mas egoísta, traz uma criatura monstruosa à vida em um experimento ousado que, em última análise, leva à ruína tanto do criador quanto de sua trágica criação.

Um dos pontos altos da obra é como ela explora a vida do protagonista. Enquanto todos o enxergam como um monstro, ele apenas busca amor e aceitação, o que revela seu desejo pela vida e sua vontade de amar.

Além disso, o filme explora Victor, o criador de Frankenstein, que também teve uma vida sem amor. É inerente à vida repetir certos padrões e, nesse caso, o próprio criador, que não foi amado, não foi capaz de oferecer amor.

Mia Goth entrega uma performance cativante. Sua personagem é crucial na trama, porque, em meio a tantos conflitos, ela é a única que encontra o verdadeiro “eu” naquele que chamam de monstro.

Guillermo del Toro persistiu no sonho de fazer um filme de “Frankenstein” por cerca de 25 anos antes de finalmente conseguir tirar o projeto do papel.

Uma curiosidade é que Andrew Garfield foi originalmente escalado para o papel da Criatura/Monstro. No entanto, devido a conflitos de agenda causados pelo fim das greves de atores e roteiristas de 2023, ele teve que deixar o projeto e foi substituído por Jacob Elordi.

O longa não é um filme de terror. Ele explora mais a contemporaneidade do personagem, mostrando que, às vezes, o monstro é o preconceito, a intolerância e a falta de verdade do ser humano.

As filmagens ocorreram em locações reais no Reino Unido, incluindo a Gosford House, na Escócia, e a Burghley House, na Inglaterra, o que adiciona autenticidade gótica ao visual do filme.

Jacob Elordi mergulha em “Frankenstein”. O ator explora seus medos e paixões, entregando-se ao personagem e vivendo a verdade que só aquele homem conheceu.

De poesia a uma bela crônica, “Frankenstein” emerge como um clássico da literatura que vale muito a pena conferir nos cinemas. A beleza vive nas coisas pequenas e, mesmo rejeitado, o suposto monstro demonstra humanidade, perdoando até mesmo quem o feriu.

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