“Uma Batalha Após a Outra” Quando o Potencial Não Vira Cinema

Possíveis Indicados ao Oscar

Leonardo DiCaprio mostra força e determinação em “Uma Batalha Após a Outra”, longa em cartaz nos cinemas de todo o Brasil. O filme explora a ideia de conflito e destaca pensamentos retrógrados que ainda hoje são vistos na sociedade, como racismo, homofobia e desrespeito.

A história acompanha um ex-membro de um grupo que busca ajuda de outros revolucionários para encontrar sua filha. A premissa tem peso emocional e poderia render um drama intenso.

Um ponto negativo é que a trama é confusa. Mesmo abordando o desejo de mudança dos personagens, existe algo caricato e sem emoção que enfraquece a narrativa.

DiCaprio, por exemplo, parece mais um coadjuvante do que o próprio protagonista, o que é decepcionante para um ator tão expressivo.

O elenco inclui três vencedores do Oscar — Leonardo DiCaprio, Sean Penn e Benicio Del Toro, que trazem versatilidade ao longa, mesmo ele sendo confuso e sem ritmo.

As filmagens principais aconteceram entre janeiro e junho de 2024, em locais como a Califórnia e El Paso, no Texas. A produção investiu bem na construção visual do projeto.

Uma curiosidade é que o longa foi o segundo filme do século 21 a usar o formato VistaVision, que melhora significativamente a qualidade da imagem. O primeiro havia sido “O Brutalista” (2024).

A trilha sonora foi composta pelo guitarrista do Radiohead, Jonny Greenwood. Ele trabalha muito bem esse aspecto crucial para o andamento do filme, que mistura drama, ação e suspense.

A obra também é o primeiro filme de Paul Thomas Anderson a ter mulheres como protagonistas de maneira mais proeminente. Mas o diretor não explora bem essa narrativa, já que as personagens femininas ainda não recebem o destaque que realmente merecem.

O filme foi inspirado pelo clima político americano atual, que Anderson comparou aos conflitos ideológicos dos anos 1960.

Mesmo recebendo uma nota alta no CinemaScore, sinceramente não vale a pena assistir “Uma Batalha Após a Outra” nos cinemas.

Não existe emoção, o drama se perde totalmente e temos um Leonardo mais comediante do que herói. Uma pena, já que o filme poderia ser uma verdadeira obra-prima.

Deixe um comentário