“Wicked: Parte 2”: Magia sem brilho

Possíveis Indicados ao Oscar

Cynthia Erivo e Ariana Grande estrelam a segunda parte de “Wicked”, trazendo novamente a magia de Oz para o mundo real. O filme, em cartaz nos cinemas, explora a relação de amizade entre Elphaba e Glinda, mostrando como existe amor, além do preconceito e do juízo social.

Na trama, demonizada como a Bruxa Má do Oeste, Elphaba vive no exílio, enquanto Glinda permanece na Cidade Esmeralda. Quando uma multidão furiosa se volta contra a Bruxa Má, ela precisa se unir a Glinda para transformar a si mesma e todo o reino de Oz para o bem.

Um ponto negativo é que o filme é morno: a história não se desenvolve de forma clara e a quantidade excessiva de músicas torna a experiência cansativa em um longa de 2h18 minutos.

Além disso, a narrativa se distancia da ideia original. Há um mágico charlatão, Dorothy aparece de maneira desconexa e até um romance improvável surge, criando uma verdadeira confusão chamada “Wicked: Parte 2”.

O filme é arrastado; o espectador acaba se cansando com tantas sequências musicais, enquanto tenta acompanhar uma narrativa que por vezes se torna confusa.

No entanto, apresenta números musicais surpreendentes, como a emocionate versão de “For Good” e os vocais impressionantes de Cynthia Erivo em “No Good Deed”.

O filme conquistou boa recepção da crítica e do público, com alta aprovação no Rotten Tomatoes e indicações ao Oscar, vencendo nas categorias de Figurino e Design de Produção.

A trama mantém o foco quase exclusivo nas protagonistas, Cynthia Erivo e Ariana Grande, aprofundando a jornada de Elphaba e Glinda. Porém, isso acaba prejudicando o desenvolvimento do enredo, tornando tudo monótono e desanimador.

Uma curiosidade interessante: a Bruxa Má do Oeste não tem nome no livro original nem no filme de 1939, “O Mágico de Oz.” Gregory Maguire, autor da obra que inspirou o musical, batizou a personagem como Elphaba a partir das iniciais do criador de Oz, L. Frank Baum — L.F.B., que foneticamente virou Elphaba.

Sinceramente, não vale a pena assistir “Wicked: Parte 2” nos cinemas. O longa é previsível, confuso e pouco envolvente. Faltou entrega, faltou magia e, principalmente, faltou uma Oz de verdade.

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