“Morra, Amor”: Um retrato eloquente da maternidade, paixão e loucura

Possíveis Indicados ao Oscar

Jennifer Lawrence e Robert Pattinson estrelam “Morra, Amor”, já disponível no Prime Video. O longa explora a vida de uma mulher que tenta, a todo custo, viver em sanidade, mas lidar com o filho, o casamento e sua própria psicose não será nada fácil.

Na trama, uma dona de casa que vive isolada em uma cidade rural no interior dos Estados Unidos luta contra seus traumas internos e um passado perturbador.

Um dos pontos altos do filme é o enredo, que emociona o espectador com uma narrativa simples, porém intensa, capaz de provocar reflexão e desconforto.

Esta é a primeira ficção de Lynne Ramsay em anos, adaptando o livro da escritora argentina Ariana Harwicz, conhecido por sua complexidade e densidade psicológica.

A química entre Jennifer Lawrence e Robert Pattinson é absurda. Existe tensão, paixão, sexo e muito desejo, elementos que aumentam ainda mais o drama da história e resultam em atuações surpreendentes de ambos.

Com um elenco estelar, o longa conta ainda com Sissy Spacek e Nick Nolte, além da produção de Martin Scorsese, que acrescenta ainda mais peso e dramaticidade ao projeto.

A fotografia de Seamus McGarvey é um espetáculo à parte. Com luzes noturnas e uma atmosfera onírica, o filme cria um ambiente incômodo e subjetivo, confundindo realidade e delírio de forma proposital.

A obra também dialoga com questões muito atuais, ao retratar os sentimentos de tantas mulheres no pós-parto, um período frequentemente marcado por ansiedade, medo e tensão.

O longa mostra o processo da gestação em sua totalidade, explorando cada detalhe e criando um forte contraste com a imagem romantizada da maternidade imposta pela sociedade.

Jennifer Lawrence foi amplamente elogiada por sua performance visceral e desafiadora, recebendo uma ovação de nove minutos no Festival de Cannes.

A diretora Lynne Ramsay também incentivou a improvisação. Em uma das cenas, pediu que Lawrence se aproximasse de uma janela — e a atriz, de forma inesperada, começou a lamber o vidro como um “animal selvagem enjaulado”. A reação surpreendeu a equipe e foi mantida no filme.

“Morra, Amor” é uma obra sensível, provocadora e necessária. Um filme que faz uma crítica social potente, aborda a gravidez de forma sensata e realista, e abre espaço para reflexões e diálogos importantes no século XXI.

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