“Jay Kelly”: um filme confuso e atípico

Possíveis Indicados ao Oscar

George Clooney e Adam Sandler estrelam o aclamado “Jay Kelly”, já disponível no catálogo da Netflix Brasil. O longa explora o passado de um ator famoso e sua busca por mudança, arrependimento e perdão.

Na trama, o astro de cinema Jay Kelly (George Clooney) e seu dedicado empresário, Ron (Adam Sandler), embarcam em uma jornada profunda pela Europa.

No entanto, o filme é cansativo e não entrega o que promete. Faltou enredo e uma explicação mais clara sobre a obra, que por vezes parece confusa e perdida.

Adam Sandler surge como um ator coadjuvante. Seu personagem é confuso e, apesar de ser importante pro longa, não tem a relevância esperada pelo público.

Este é o quarto projeto de Noah Baumbach com a Netflix, explorando temas de autocrítica e projeções de si mesmo através dos atores.

A escolha de George Clooney foi intencional, dada sua própria trajetória e o peso de sua imagem pública, tornando o personagem mais crível.

Com um elenco estelar, o longa reúne grandes nomes do cinema como George Clooney, Adam Sandler, Laura Dern, Billy Crudup, Riley Keough, Grace Edwards, entre outros, que juntos trazem versatilidade e drama à obra.

O filme explora com sensibilidade a diferença entre o “Jay pessoa”, o homem por trás das câmeras, e o produto criado pela mídia.

Embora o personagem seja fictício, a atuação de Clooney foi elogiada por sua vulnerabilidade, e o filme recebeu uma ovação de 10 minutos no Festival de Veneza antes mesmo de chegar a televisão.

Sinceramente, não vale a pena assistir “Jay Kelly” no streaming. Apesar de ter uma proposta interessante, o filme carece de emoção, entrega e intensidade. Se esses elementos fossem melhor trabalhados, a obra poderia se tornar tocante e inspiradora.

Deixe um comentário