“Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”: um retrato sensível da vida

Possíveis Indicados ao Oscar

Insano e tocante, “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria” já está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil. Estrelado por Rose Byrne, o longa acompanha a trajetória de uma mulher que, em meio ao caos da própria vida, precisa encontrar uma saída para seus conflitos e angústias mais profundas.

Com a vida desmoronando ao seu redor, Linda (Rosy Byrne) tenta lidar com a misteriosa doença de seu filho, o marido ausente, o desaparecimento de uma pessoa próxima e um relacionamento cada vez mais hostil com seu terapeuta.

Rose Byrne entrega uma performance cativante e intensa, mergulhando de corpo na personagem. Sua atuação é o grande motor emocional do filme, conduzindo o público por uma jornada sensível e, ao mesmo tempo, desconcertante.

A obra toca diretamente o espectador, que passa a compreender a dor dessa mulher sobrecarregada pelas responsabilidades de cuidar do filho, da casa e, sobretudo, de sua própria saúde mental.

Com um drama peculiar e intimista, o longa mergulha no cotidiano de pessoas comuns para discutir temas extremamente atuais, como depressão, medo e ansiedade. São questões tratadas de forma honesta e crua, reforçando o peso emocional da narrativa e sua forte conexão com a realidade.

Com um elenco estelar, o longa reúne nomes como Rose Byrne, Conan O’Brien e Danielle MacDonald, que juntos conferem ao filme drama, emoção e versatilidade. Cada atuação contribui para o enredo, que não passou despercebido pela crítica especializada.

Conan O’Brien surpreende ao fazer sua estreia em um papel dramático no cinema. No longa, ele interpreta o chefe e terapeuta de Linda, revelando uma faceta mais contida e séria de sua carreira, que contribui de forma significativa para o desenvolvimento emocional da protagonista.

O reconhecimento veio também nas premiações: Rose Byrne foi indicada ao Oscar na categoria de Melhor Atriz, disputando espaço com grandes nomes da temporada, como Emma Stone, por “Bugônia”, e a favorita da edição, Jessie Buckley, por “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet”.

A direção aposta em uma narrativa simples, que acompanha de perto os sentimentos da protagonista e reforça a sensação de prisão vivida por Linda. Essa perspectiva contribui para que o público se sinta ainda mais conectado à história.

Vale a pena conferir “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”, filme que chega em breve no catálogo da HBO Max. Surreal e humano, o longa revela o lado oculto das pessoas e trata, com sensibilidade, as fragilidades que fazem parte de nossas vidas.

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