“Song Sung Blue”: quando a música fala mais alto que o drama

Possíveis Indicados ao Oscar

Nem sempre talento garante sucesso, e “Song Sung Blue” traduz bem essa ideia. Estrelado por Kate Hudson e Hugh Jackman, o longa já está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil. Dirigido por Craig Brewer, o filme acompanha a vida de dois amantes da música que sonham com o estrelato, mas descobrem que viver desse sonho não será tarefa fácil.

Marcados pelo azar, eles acabam formando uma banda tributo a Neil Diamond, provando que nunca é tarde demais para encontrar o amor e seguir seus objetivos.

O longa, em muitos momentos, é cansativo e pouco envolvente. Faltou explorar melhor o drama; há excesso de música, e falta envolvimento, o que compromete o resultado final.

A química entre Hudson e Jackman é evidente. Com mais envolvimento emocional, essa conexão poderia ser ainda mais marcante. Embora trate de temas como alcoolismo, ansiedade e depressão, o filme não os aprofunda como deveria.

Com um elenco estelar, o filme conta com Ella Anderson, King Princess, Jim Belushi, Michael Imperioli, Hudson Hensley, Beth Malone e Erika Slezak, que, ao lado dos protagonistas, entregam boas atuações e se envolvem ao máximo com a trama.

O filme é baseado na vida de Mike e Claire Sardina, um casal de Milwaukee que formou a banda tributo a Neil Diamond chamada “Lightning & Thunder”.

Diferente de muitas cinebiografias em que os atores dublam, Hugh Jackman e Kate Hudson cantam de verdade todas as músicas apresentadas, o que adiciona autenticidade ao projeto.

O projeto nasceu após o diretor Craig Brewer assistir ao documentário homônimo de 2008, dirigido por Greg Kohs, que acompanhou o casal real por anos.

A performance de Kate Hudson foi tão aclamada que lhe rendeu uma indicação ao Oscar 2026, concorrendo com grandes nomes como Jessie Buckley, por “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, e Emma Stone, por “Bugonia”.

Mesmo com pequenos erros, vale a pena conferir “Song Sung Blue” nos cinemas. O longa não é perfeito, mas emociona ao acompanhar a trajetória de uma dupla que, apesar dos desafios, prova que desistir nunca é a saída.

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