
Indicados ao Oscar
Se você tivesse a chance de saltar décadas para realizar um desejo, aceitaria o desafio? Essa é a premissa de “Arco”, animação dirigida por Ugo Bienvenu, que acaba de estrear nos cinemas brasileiros trazendo uma narrativa carregada de lirismo e sonhos.
Ao saltar para o ano de 2075, o pequeno Arco, de apenas 10 anos, atravessa gerações em busca de um objetivo singular. Contudo, ao chegar a esse amanhã, ele se depara com um ecossistema em perigo, transformando sua busca pessoal em uma jornada de sobrevivência e descobertas.
Nessa travessia inesperada, o garoto une forças com a jovem Íris e seu robô cuidador. Juntos, formam uma parceria improvável, navegando por um mundo hostil enquanto o menino tenta encontrar uma forma de voltar ao seu tempo de origem.

O longa aposta em uma trama sensível e repleta de esperança. A narrativa emociona especialmente o público infantil ao tratar de temas importantes como amadurecimento, identidade e família.
Visualmente, a animação chama atenção pelos detalhes e cores vibrantes. A história também reforça a importância da união e mostra como a amizade pode contribuir para o processo de aceitação e crescimento dos personagens.
O filme constrói um cenário diferente da realidade atual, permitindo que o espectador imagine um novo mundo, onde a imaginação ganha vida e abre espaço para reflexões sobre o futuro da humanidade.
Indicado ao Oscar na categoria de Melhor Animação, o longa concorre com títulos como “Elio” e “A Pequena Amélie”, que também exploram temas culturais e éticos.

O projeto nasceu durante a pandemia da COVID-19, período em que Bienvenu sentiu a necessidade de criar uma história que transmitisse otimismo e esperança em relação ao futuro.
Na versão em inglês, o elenco de dublagem conta com nomes como Natalie Portman, Andy Samberg, Will Ferrell, America Ferrera, Flea e Mark Ruffalo.
O reconhecimento internacional também veio com o prêmio Cristal du long métrage, principal troféu do Festival de Cinema de Animação de Annecy, conquistado em 2025.
No fim das contas, “Arco” é uma história sobre superação, e liberdade. Ao mesmo tempo, funciona como uma espécie de caricatura do presente: um retrato de uma sociedade cada vez mais dependente da tecnologia, que muitas vezes esquece de viver o agora.