A Nova Obra de Luca Guadagnino: Intimidade e Melancolia em “Queer”.


Abstrato, midiático e inovador, “Queer”, dirigido por Luca Guadagnino, estreia na próxima quinta-feira, (12), nos cinemas de todo o Brasil. Distribuído pela MUBI Filmes, o longa combina drama e romance, retratando a vida de um expatriado americano na década de 1940, abordando temas como desejo, solidão e a busca por relacionamento.

Com sua abordagem sensível e poética, Guadagnino explora as complexidades das relações humanas, revelando camadas de intimidade e vulnerabilidade. Conhecido por obras como “Me Chame Pelo Seu Nome” e “Suspiria”, ele usa sua estética única para criar uma atmosfera de beleza e melancolia. Em “Queer”, o diretor reafirma sua habilidade em contar histórias emocionantes e profundas.

O filme também aborda questões de autoaceitação e descobrimento de forma sensível e realista, destacando os desafios do processo. Esses temas conferem uma profundidade emocional à trama, ressoando fortemente com o público.


Na história, William Lee (Daniel Craig) é um homem que vive à margem da sociedade, preso a uma rotina de encontros casuais em sua pequena comunidade. Sua vida dá uma reviravolta com a chegada de Eugene, (Drew Starkey) um ex-soldado marcado por um passado doloroso. Juntos, eles constroem uma conexão que desafia o isolamento e confronta as feridas emocionais de ambos.

As atuações de Daniel Craig e Drew Starkey são fundamentais para o desenvolvimento da trama. A relação entre seus personagens vai além do sexo, explorando dinâmicas de machismo, poder e toxicidade. Esses elementos criam um paralelo com as relações da geração atual, refletindo as tensões sociais de nossa sociedade.

Embora a trama comece de forma envolvente, o enredo perde força no meio, tornando-se confuso. Baseado na novela homônima de William S. Burroughs, a narrativa perde clareza em alguns momentos, o que pode dificultar a compreensão  com o público.


Visualmente,”Queer” é um espetáculo. Guadagnino usa cenários ricos e uma fotografia que captura tanto a melancolia quanto a beleza da época. Cada quadro complementa a narrativa, criando uma experiência imersiva e provocadora. O filme é, sem dúvida, uma obra que emociona, destacando o talento do diretor.

Deixe um comentário