
A Marvel Studios trouxe de volta às telonas o “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” em um novo filme que já está em cartaz em todo o Brasil. Dirigido por Matt Shakman e baseado nos icônicos quadrinhos de Stan Lee e Jack Kirby, o longa nos transporta para 1961, acompanhando um grupo de astronautas que, durante um voo experimental, é exposto a uma tempestade de raios cósmicos, resultando em seus superpoderes. Com suas novas habilidades, eles se tornam os protetores de Nova York contra grandes vilões.
Este reboot apresenta a equipe em uma realidade paralela dentro do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), coexistindo com clássicos como “Vingadores” e “Guardiões da Galáxia”, sem fazer referências a produções anteriores do “Quarteto Fantástico”.
Uma curiosidade que agradou bastante aos fãs é a inclusão da Fundação do Futuro, organização idealizada por Reed Richards nos quadrinhos para usar a ciência em prol da humanidade. Ver essa parte da mitologia ganhando vida na tela grande é um deleite para quem acompanha as HQs, mostrando um cuidado com o material original.

O elenco estelar conta com Pedro Pascal (The Last of Us) como Reed Richards/Senhor Fantástico, Vanessa Kirby (Missão: Impossível) como Sue Storm/Mulher Invisível, Joseph Quinn (Stranger Things) como Johnny Storm/Tocha Humana e Ebon Moss-Bachrach (O Urso) como Ben Grimm/O Coisa. Apesar do esforço dos heróis, o filme peca no desenvolvimento dos conflitos, que por vezes carecem de profundidade.

Um dos pontos altos do longa é, sem dúvida, a performance de Joseph Quinn como Tocha Humana. Sua atuação é um show à parte e crucial para o andamento da história, adicionando uma camada de carisma e dinamismo à equipe. Ele consegue criar conflitos com os vilões sem forçar, diferente do Senhor Fantástico de Pedro Pascal, que se perde no papel.
Em contraste, o filme por vezes cai na idealização da “família perfeita” dos Fantásticos, o que soa um tanto superficial. Essa tentativa de retratar uma harmonia impecável acaba tirando um pouco do drama e da profundidade que a equipe poderia ter, deixando um gosto de “pura balela”.

O icônico vilão Galactus tenta chegar com tudo, mas acaba ofuscado pela Surfista Prateada, interpretada por Julia Garner (Inventando Anna). A personagem, que deveria ter sido mais explorada, parece mais uma coadjuvante do que uma das vilãs centrais do filme, um potencial perdido que poderia ter enriquecido muito mais a trama.
A expectativa para ver o “Quarteto Fantástico” nos próximos filmes dos “Vingadores”, que fazem parte da Fase 6 do MCU, é alta, mas também gera preocupações. A chance de eles aparecerem em “Vingadores: Doomsday” pode ser um risco, embora faça parte da estratégia da Marvel de inserir seus personagens no multiverso.

No geral, o novo filme do “Quarteto Fantástico” entrega uma experiência mista. Há atuações de destaque e a promessa de uma equipe icônica no MCU, mas acaba pecando em seus personagens.. É um reboot que tem seus momentos empolgantes, mas que poderia ter ido além na construção de conflitos e na profundidade dos heróis.
uauuuu amigo!! Arrasou demais
Gostei demais da crítica
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